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Artigo publicado originalmente em 2001 na primeira edição do Cards pelo nosso amigo Anselmo Amirati. HobbyMania Anselmo Amirati O presente artigo está disponível para divulgação em qualquer publicação impressa ou eletrônica (site, e-mail, livro, revista, panfletos, rádio, televisão, cinema, etc), sem que haja a necessidade de consulta prévia ao autor, de forma grátis, desde que completo. Não obstante, agradeceria tomar conhecimento de qualquer divulgação realizada ou até mesmo da sua opinião, ainda que contraditória, sobre o que for abordado. Para tanto, envie o seu e-mail para:
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Não aceitando a maneira pela qual a telecartofilia tem sido tratada no Brasil, resolvi emitir a minha opinião sobre este tema. Para tanto, procurei ser o mais abrangente possível nesse artigo, com o intuito de tentar criar e/ou melhorar o apoio dispensado a nós, simples colecionadores, bem como servir de alerta a aqueles que se iniciam nesse nosso hobby. Metendo o malho Se os selos contam a história de uma Nação, os cartões telefônicos contam as minúcias dessa história. Pelo visto, o colecionismo vem de longas datas; parece também que cada mania surge no seu devido tempo. Na atualidade, alguns colecionam amantes... outros colecionam selos, moedas, caixas de fósforo, latas de cerveja, figurinhas, bilhetes de metrô, postais, cartão telefônico... outros, ainda, colecionam dinheiro dentro do colchão. O verdadeiro colecionador não tem a preocupação sobre o valor monetário de sua coleção; tal valor é abstrato, muito sentimental, existente no fundo da alma do coração. É claro que algumas peças custam uma pequena fortuna, principalmente as do primeiro exemplo citado anteriormente, mas há espaço para todos os maníacos (HOBBY = MANIA). Obviamente, cada um de nós tem as devidas explicações sobre como o vírus do colecionismo nós contaminou e é difícil encontrar alguém que ainda não foi, de alguma forma, contaminado. Na pior das hipóteses coleciona-se amizades ou então rancor contra tudo e contra todos. A abstração gerada faz do colecionismo uma terapia para os problemas do dia a dia. É claro que o excesso e a ausência sempre serão condenáveis. Freud explica. No meu caso, há muito, muito tempo atrás, quando eu ainda era criança, fui, de alguma forma, contaminado. Passei a colecionar figurinhas... Reis dos Reis (cromos do filme), Roy Roger (as figurinhas, cenas dos filmes da TV ainda em preto-e-branco, vinham junto com as balas Toffe), Perdidos no espaço... etc. Alguém de vocês se lembra disso... bons tempos! Depois mudei para selos, cartões postais, cartões de radioamador (QSL) do mundo todo, e, finalmente, cartões telefônicos e, desde 1997, estou nessa... Estabelecer um paralelismo entre todas as manias que já tive e enxergar a telecartofilia um pouco mais à frente, além da ponta de meu nariz, é fácil. O problema é que as imagens podem estar um pouco distorcidas, ou seja, não sou o dono da verdade. Por ter visto e ouvido coisas que, ou eu não as compreendo bem ou existem algumas correções que precisam ser tomadas, resolvi então expressar esses meus pensamentos. Pelo que entendo, colecionar cartões telefônicos, novos ou usados, significa colocar no álbum todos os exemplares obtidos. Hoje um cartão... amanhã outro... até completar a coleção. É como um álbum de figurinhas... tem que ficar completo. Alguém poderia dizer que os primeiros cartões, com alguns poucos exemplares para testes ou demonstrações, são muito difíceis de se obter. Concordo. Por esse motivo minha coleção é igual a sua... somente cartões indutivos, emitidos a partir de 1992. A fase anterior, inclusive a de testes dos cartões indutivos, ainda não é do meu interesse pois não tenho um colchão recheado de cascalho para adquirir esses exemplares. Você pode colecionar os cartões telefônicos do jeito que você quiser. Não existe uma regra fixa. Você pode colecionar a partir de uma certa data, ou tema ou painéis ou etc. Faça a sua regra e colecione!!! Aí surgem algumas situações engraçadas (ou tristes?) na vida de um pobre colecionador: 1) - O último cartão ainda não foi emitido. Enquanto existir orelhão existirá novas emissões (lançamentos). Portanto, PRESERVE OS ORELHÕES! e continue a colecionar cartões telefônicos. 2) - A telecartofilia é a coleção de cartões telefônicos que seguiram o curso normal de venda e uso. É de colecionismo questionável qualquer outro tipo de exemplar feito exclusivamente para ser colecionado.- esse item me faz recordar da minha boa época de filatelista. Existia (ou existe) um Emirado que emitia séries de selos temáticos para coleção. Por serem bonitos, era fácil de encontrá-los até em bancas de jornal. Na verdade, não era um selo para atender as necessidades do correio daquela localidade. Os selos já eram impressos com o carimbo de usado!!! Desnecessário dizer que algum esperto estava ganhando algum extra com aqueles pedacinhos de papeis coloridos.- tenho a sensação que a Brasil Telecom pensa de forma semelhante ao citado Emirado. Só falta fabricar o cartão já com os micro-fusíveis queimados; igual ao selo impresso com o carimbo. Desculpe-me Brasil Telecom pela comparação; o ótimo apoio a telecartofilia que vocês estão prestando demonstram claramente as boas intenções que reinam por aí, mas foi inevitável, principalmente por causa das emissões especiais para os colecionadores. NÓS COLECIONAMOS CARTÕES TELEFÔNICOS DE USO NORMAL, o resto é filme de pvc colorido, travestido de cartão telefônico. Essas emissões são uma clara demonstração que vocês estão metendo a mão no meu bolso pois, como colecionador, sou forçado a aceitar o que vocês estão me impondo. A outra opção seria ser um ex-telecartofilista, o que ainda não é o meu caso. 3) - Os cartões de tiragem de 400, 500 ou 1.000 exemplares foram um verdadeiro desastre para a telecartofilia brasileira. Parece que os idealizadores dessas proezas tiveram seus micro-fusíveis queimados em algum orelhão, ou no sol escaldante desse nosso nordeste, e definiram que somente uns poucos colecionadores poderiam ter, algum dia, um álbum completo. Infelizmente, alguns comerciantes e teleoperadoras ainda insistem nessa tecla, na ganância de ganhar algum extra, pondo em risco a nossa vontade de continuar nesse hobby. Ao estabelecer um baixo número de felizardos, começaram a matar a telecartofilia que, na maioria dos casos, faz parte do seu ganha-pão. Estão pisando no próprio rabo. As antigas tele-operadoras, TELERN, TELECEARÁ, TELERGIPE e TELEPAR, aceitaram essas encomendas, vindas das profundezas do inferno, frutos de mais de uma mente sádica. O mal já foi feito. Agora não tem mais santo que dê jeito... só a santa ANATEL. A minha eterna dúvida é se qualquer cartão, fruto dessas maracutáias, deva entrar em uma coleção ou catálogo? O que foi feito das chapas utilizadas para imprimir os primeiros cartões indutivos e os mais novos que tiveram uma tiragem excessivamente reduzida? Será que não dá para fazer uma nova maracutáia da maracutáia anterior sem deixar pistas, isto é, se é que já não foi feito? 4) - O custo e a dificuldade para conseguir todos os cartões diferentes que são lançados diariamente estão afastando muitos colecionadores. Os cartões de tiragem reduzida contribuem muito para isto. Se a tiragem mínima fosse elevada para 50.000 exemplares, com eventuais tiragens menores, ajudaria a manter a telecartofilia brasileira em alta. O grande problema é que os inúmeros cartões, com tiragens reduzidas, passaram a ser o padrão! Será que as tele-operadoras, em especial a TELEMAR-MG, poderiam dar uma mãozinha para os verdadeiros telecartofilistas? Será que a TELEMAR-PA tem dificuldades de conseguir um único patrocinador para cada cartão ou série e não repetir o método da emissão do Círio, em 99, com dezenas de propagandas diferentes aplicadas sobre uma mesma estampa. Pelo menos, mudem a estampa e reduzam a quantidade de cartões diferentes aumentando a tiragem. Exemplos semelhantes não faltam; temos aos montes, infelizmente. 5) - Visto pela ótica da telecartofilia, a CTBC-TELECOM e a CRT já cometeram verdadeiras barbaridades com o colecionismo ao emitir diversos cartões parecidos, com várias tiragens e diferentes datas de um mesmo cartão. Imagino que seus departamentos provedores de cartões eram mal gerenciados pois ficavam sem saber o que emitir, para suprir a demanda dos serviços de orelhão, e danavam a reprisar uma estampa qualquer. Infelizmente isso ainda não acabou. Talvez quando os irresponsáveis se aposentarem ou passarem o cargo para alguém mais competente haja uma solução definitiva. Enquanto isso não ocorre, fique de olho aberto para detectar essas anomalias, pois, trata-se de, no mínimo, uma variante do cartão principal. 6) - Os 44 cartões da série "Natureza Viva" e os últimos 21 cartões da série "litografia dos direitos dos homens", total 65 cartões, todos com tiragem de 10.000, foram lançados em uma mesma data. Isso significou uma grande despesa adicional inesperada para a maioria dos telecartofilistas. Atualmente temos uma série de 399 cartões sendo emitidos. Um verdadeiro absurdo que merece entrar para o Guiness Book. Quando os iluminados idealizadores desta série decidirem (espero que não o façam) vão interromper as emissões ou lançar os cartões restantes de uma só vez, com tiragem reduzida. Se o ritmo atual for mantido, a TELEPAR vai levar alguns anos para lançar todos os cartões da série. No período poderá ser criado algum um novo município. Teremos então o cartão 399a/399, o 399b/399, etc. Não seria mais fácil lançar os cartões pretendidos sem numerar a série, tal qual a TELESC faz com as praias? Aliás, por falar nisso, parece que cada metro quadrado de areia em SC é chamado de praia e tem um nome próprio ou então os nomes são trocados semanalmente. É muito cartão para pouca praia, é muita praia para pouco calor... ou será que lá só tem praia e orelhão? Prepare o bolso que o inesperado sempre acontece nos piores momentos. A Lei de Murphy poderá se confirmar nos municípios. 7) - De 1992 até o final de 1998 haviam sido emitidos aproximadamente 2.800 cartões diferentes. Somente no ano de 1999 foram emitidos mais de 3.500 cartões. O ano de 2000 não foi muito diferente de 1999. Tudo isso sem contar com B1...B7, I1...I2, etc. É muita estampa para poucos orelhões. Considerando que o poder aquisitivo da maioria dos telecartofilistas não é alto, precisamos de um "refresco" para poder colocar a coleção em dia. Sugiro a cada Tele lançar um único cartão, com tiragem ilimitada, para atender as necessidades telefônicas até o final de 2002, e não emitir mais nada, como castigo pelo que foi feito nos anos de 1999/2000. O valor apurado pelo uso da mídia deve ser insignificante nos balanços financeiros das Teles mas está sendo mortal para nós. 8) - A TELEFÔNICA tem emitido belos cartões, com tiragem alta. As demais Tele-Operadoras bem que podiam seguir esse exemplo, que está atendendo as necessidades da empresa, dos telecartofilistas e dos comerciantes de cartões para coleção. Infelizmente a venda desse pequeno espaço publicitário já está chegando por lá. Talvez a verdadeira telecartofilia receba então o golpe fatal, logo de quem sempre bem apoiou a telecartofilia brasileira, desde a ex-TELESP. A filosofia antiga estava ótima... para que mexer no time que está ganhando? Principalmente com todos nos, torcedores, aplaudindo suas belas realizações. 9) - Ultimamente algumas Teles emitem cartões de um tema qualquer e outras (às vezes do mesmo grupo) seguem a mesma linha, emitindo cartões do mesmo tema. Alguns temas são coisas do momento, como os 500 anos do Brasil, o que é compreensível. Outras vezes aparecem flores pelo Brasil todo, depois prédios (casas, casarões e similares), depois praias, depois pinturas, depois lendas, depois animais em extinção, depois... etc. Existem séries de mesmo nome, que foram lançadas quase que simultaneamente, de teleoperadoras diferentes, às vezes do mesmo grupo. Nada se cria... tudo se copia. Será que os temas acabaram? Será que falta um pouco de massa cinzenta? Será que falta criatividade? Será preguiça de pensar? Não sei a resposta mas sei que: Aonde a vaca vai o boi vai atrás... Que tal receber e premiar sugestões de temas através de um concurso? Que tal criar um novo tema: "Série fotografias em 3x4 dos responsáveis pelos temas" - com a foto, nome, endereço, telefone, e-mail no verso do cartão do dito cujo? Pelo menos poderíamos nos vingar de alguma forma. 10) - Por que os participantes da Brasil Telecom elegem uma estampa qualquer e todos colocam o seu logotipo nessa estampa gerando diversos cartões de estampa igual com os logotipos diferentes? Para efeito de colecionismo estão gerando diversos cartões diferentes. Considerando todas as riquezas possíveis de serem retratadas, que existem na suas respectivas áreas de atuação, é incompreensível a metodologia empregada. Vale para todas as Teles: Quando mostramos a nossa coleção para algum leigo, temos que explicar que são cartões diferentes pois parecem repetidos. Além de reduzir a beleza do conjunto de cartões no álbum, complica o nosso hobby desnecessariamente. 11) - A maioria dos comerciantes apóiam a idéia de que quanto mais cartões melhor. Quanto menor a tiragem melhor. Quanto mais reimpressões melhor. Ou seja, querem ter produtos para negociar. No ritmo atual vão faltar compradores porque a grande maioria não consegue sustentar essa mania como gostaria de fazer. É fácil constatar isso: todos os telecartofilistas colecionavam todos os cartões; muitos já desistiram e muitos só estão colecionando algum tema. Estes, brevemente, perderão o interesse total por esse HOBBY; é só mais um pequeno passo. Não me digam que surgirão outros colecionadores pois isso não aconteceu na filatelia. Poderão surgir alguns juntadores de cartões pensando que estão investindo e que vão obter lucros; vão acordar e desistir, com rapidez cada vez maior. Se eu fosse um comerciante de cartões telefônicos para coleção já estava avaliando outros mercados pois a tendência, de acordo com minha bola de cristal, é que essa febre vai passar. Com as constantes duchas de água fria, vai passar mais rápido do que deveria. 12) - Em todas as capitais e grandes cidades existem vários comerciantes que captam os cartões usados na base de troca. Em geral, 20 a 30 cartões usados por um cartão novo de 30 créditos. Podemos verificar que o custo inicial é inferior a dez centavos por cada cartão usado. A seguir, esses comerciantes trocam esses cartões usados por outros cartões captados em outros Estados. Somando-se o lucro inicial (que não deveria existir), o da embalagem, o custo do correio e o lucro do comerciante final, os cartões comuns, de tiragem alta, ainda deveriam custar poucos centavos. Cartões recentes, de tiragem superior a 500.000 exemplares, às vezes são comercializados em Recife por um real ou mais. O lucro de alguns está maior do que seria possível obter com as ações de empresas de alta tecnologia. Está maior que o lucro das teleoperadoras que prestam o serviço de telefonia pública e emitem o cartão. Tem alguma coisa errada. 13) - Muitos cartões que estão por aí, à venda, estão machucados, dobrados, riscados e às vezes com escritos a caneta no verso. São exemplares que deveriam ir para a lata de lixo. O problema surge quando, quem o captou, não é capaz de assumir o pequeno prejuízo que lhe é devido, por não ter observado devidamente os cartões na hora da troca ou compra, e tentam empurrar esses cartões danificados para os compradores menos atentos. Quando é na base de troca com outros Estados, mandam e recebem também esse lixo e não tem moral para reclamar pois agem da mesma forma. Mistura-os com cartões usados que estão em perfeito estado de conservação e vão à luta. Quando o cliente detecta o problema, o preço do exemplar-lixo é reduzido. Quem compra um cartão nessas condições não vai comprar novamente um outro exemplar perfeito, por um preço (e lucro) maior. Exceto para os cartões de tiragem muito reduzida, todos os demais cartões-lixo deveriam ser destruídos. Cada comerciante deve assumir os seus prejuízos e não tentar repassá-los. Não comprem cartões danificados pois eles nada valem e tiram a beleza de sua coleção. É a famosa Lei do Gerson em ação. 14) - Esse mercado de compra e venda de cartões novos e usados não está sob normas adequadas e, em conseqüência, existem muitas diferenças nos comércios de cada lugar. Estabelecer uma padronização é difícil e nem sempre será a melhor solução. Um bom catálogo, com os preços atualizados, parece ser inviável. De toda a forma, acredito que alguma coisa poderá ser feita para dar uma arrumada na casa. Dizem que o Prof. Zeca é o maior comerciante brasileiro de cartões telefônicos. Na direção em que ele caminha, muitos vão de carona. Em se tratando de uma verdade, proponho a ele estabelecer algumas regras e divulgá-las, para que os outros comerciantes pudessem também adotá-las, se quisessem. Com certeza deve existir alguma idéia muito melhor do que esta. Alguma coisa precisa ser feita. Mande a sua proposta a quem de direito. 15) - O controle de qualidade dos fabricantes de cartões, ABNC, CMB, CSM, ICE, INTERPRINT e THO, poderiam verificar também o que foi impresso, frente e verso, e descartar os cartões com defeitos gráficos, pois eles geram uma variedade do cartão que teve a impressão correta. É bem verdade que essas falhas diminuíram bastante mas continuam acontecendo, principalmente cores deslocadas (tremido). Poderiam numerar os cartões, tal qual a CSM faz. Poderiam revisar o código da telebrás, que está ultrapassado, e utilizá-lo em todos os próximos cartões, inclusive com o dia, informação que foi suprimida em 1995 mas que é importante para nós. Já que todos os cartões dos últimos anos, produzidos pela ABNC, são "L4", que tal suprimir essa informação no cartão e economizar tinta? 16) - Os cartões de propaganda de alguma pequena atividade, exclusivamente local, são negociados em todo o país. Dessa forma, a propaganda do negócio perde o efeito pretendido, ou seja, atinge o Brasil mas não atinge a área de atuação da pequena atividade. Os cartões de mídia, a maioria com todos os créditos, estão espalhados pelo país nas mãos de colecionadores e comerciantes. O anunciante acha que "deu o seu recado" através desta pequena, mas abrangente, mídia. Seria propaganda enganosa da concessionária ao se propor divulgar uma pequena atividade no local contratado e não conseguir fazê-la? Pode ser que esteja faltando algum pequeno ajuste entre quem compra esse importante espaço para divulgar sua atividade a nível local e a concessionária. Talvez a palavra chave seja "tiragem" maior. Assim todos ficariam satisfeitos e o recado pretendido seria dado. Muito embora esteja dificultando o nosso hobby, parece-me que Telemar-MG é a única exceção. 17) - Afora os diversos comerciantes que nós trazem os cartões de todos os cantos do país, existe a possibilidade de aquisição de cartões novos diretamente das teleoperadoras, a custo oficial do cartão. Esse atendimento as necessidades da telecartofilia já era muito bem prestado pelas ex-Telesp e ex-Telerj. Hoje, até pela Internet, podemos adquirir os cartões de todas as teleoperadoras participantes da Brasil Telecom, através do site http://telecartofilia.telecentrosul.com.br. Os cartões da Telefônica, se associando ao Clube do Colecionador, podem ser adquiridos através do correio. Como geralmente adquirimos uma quantidade razoável de cartões em cada compra, deveríamos ter um tratamento diferenciado do usuário comum, e pagar apenas o preço de revenda de cada cartão e não o preço oficial do comercio varejista. Note que dificilmente iremos utilizar os créditos dos cartões pois a nossa tendência é mantê-los sem uso (novos) na coleção. Infelizmente, ainda não consegui localizar no site da Telemar a possibilidade de aquisições de cartões. Parece que ela está somente ligada nas ligações telefônicas. Liga pra gente também! Liga... 18) - Para incrementar sua coleção, de uma olhada semanal nos sites de leilöes, que sempre aparecem novidades, por preço razoável. Seja o primeiro a dar um lance; o segundo lance fica muito acima do real valor do cartão e não será uma boa compra. Costuma aparecer cartão de mídia por R$ 1,00, o que me parece ser um preço adequado; às vezes aparecem cartões de mídia de tiragem de centena de milhares por esse preço. Fique atento e não se deixe enganar por alguém metido a esperto! Avalie adequadamente antes de confirmar um lance. Exija cartões em perfeito estado de conservação. Tenho recebido cartões-lixo e devolvo, pois esses não me interessam ter na coleção. 19) - Muita séries e alguns poucos cartões isolados vem acompanhados de um encarte, chamado de Folder, que complementa as informações contidas nos cartões. Na maioria dos casos, trata-se de um encarte simples. A série do Pau-Brasil, da Telefônica, vem com um folder muito bonito, confeccionado em plástico. Ele é bastante rígido e danifica as pontas dos cartões. Outro folder diferente é uma caixinha de papelão contendo a série infantil 3D da Brasil Telecom. Essas duas teleoperadoras citadas estão cobrando por qualquer folder emitido um valor muito alto, comparativamente aos cartões da série abrigada. E o que é pior: são vendas casadas, legalmente proibidas. Você somente consegue os cartões da série comprando o "pacote", ou seja, você é obrigado a comprar o folder. Atenção Brasil Telecom e Telefônica: Vamos entrar na legalidade??? Se a confecção do folder for cara, não faça... se o fizer, distribua gratuitamente. Nesse aspecto, a Telemar nos brindou com o folder da coca-cola, do SIVAM (além do encarte foi distribuído um mouse-pad) e outros mais, de forma grátis. 20) - Foram lançadas várias séries incompletas por diversas teleoperadoras num total desrespeito e falta de consideração ao nosso HOBBY. Assim, temos o famoso Grupo "A" da CTBC-TELECOM, dominó baiano e cearense (será que o dominó desses estados tem menos de 28 peças?), Cais do Porto (7/8) e Frutas 9/10 e 10/10, ambos da Telemar-PE, entre muitos outros exemplos. Além disso, a Telemar-PE/PB/RN tem lançado séries conjuntas onde algum cartão da série só é emitido para um estado e um outro cartão de estampa idêntica para os outros dois estados, ou ainda, um cartão da série sai por um estado e os demais saem por todos os três estados, fazendo uma verdadeira salada de frutas na nossa coleção. Reconheço que esse método da Telemar-PE/PB/RN é o mais adequado mas está precisando de alguns pequenos ajustes e maior atenção. Mesmo com esses desajustes, ganha disparado da RBA (AL/BA/SE) e da Brasil Telecom. Nossos cartões também são colecionados no exterior e essa bagunça ajuda a atestar que não levamos nada a serio, principalmente nos detalhes. Teleoperadoras: Ajudem a mudar essa imagem e concluam as séries que estão em aberto! Antes tarde do que nunca!Após ter girado a metralhadora em todas as direções, espero ter sensibilizado os leitores, telecartofilistas, comerciantes, quem decide nas Teles e nas gráficas, para que ajudem a transformar a Telecartofilia em um verdadeiro e prazeroso HOBBY.Como disse antes, não sou dono da verdade, de verdade. Outros itens mais poderiam ser acrescentados por vocês.Desnecessário frisar que a responsabilidade pelo conteúdo deste artigo é do autor. As opiniões e colocações apresentadas podem até ser divergentes dos que acolheram e divulgaram esse artigo, inclusive dos que o lêem. Aceito qualquer contestação, se houver, através de e-mail e, se for o caso, iniciar uma discussão do tópico com outros telecartofilistas.Agora podem me malhar a vontade pois eu já dei o meu recado. |